A fórmula IATA que a companhia mede no check-in
Publicado a 03/09/2026 · 6 min de leitura · Calculadoras do dia a dia
Marco Bianchi — Redator de Casa, Bricolage e Automóvel na Allin
Renovação · Materiais
Verificado a partir de 3 fontes
O regulamento IATA de transporte de animais vivos dimensiona uma caixa a partir de quatro medidas do animal, não do seu peso. A vai do focinho à base da cauda, B do chão ao cotovelo, C é a largura aos ombros e D a altura de pé até ao topo da cabeça ou à ponta das orelhas, o que for mais alto. O interior mínimo é então: comprimento A + B/2, largura 2C, altura D. Um beagle com A = 61 cm, B = 25, C = 20, D = 46 exige um interior de 73,5 × 40 × 46 cm, ou seja uma série 300 americana ou um Ferplast Atlas 50. A regra da largura é a que surpreende: vale o dobro da largura de ombros e cresce portanto mais depressa do que qualquer tabela ao peso sugere.
Comprimento A + metade de B, largura duas vezes C, altura D. A regra da largura é a que falha: um cão com 28 cm de ombros exige 56 cm de largura interior, e nenhuma caixa vendida ao peso o diz.
Porque a regra da largura apanha
O comprimento e a altura aproximam-se das dimensões do animal: A + B/2 excede um pouco o corpo e D é exatamente a altura de pé. A largura não. A regra vale o dobro da largura de ombros, porque o animal tem de poder virar-se lá dentro sem se contorcer, e virar exige espaço dos dois lados ao mesmo tempo. Um cão de 20 cm aos ombros exige 40 cm de largura interior; com 28 cm exige 56.
É por isso que as tabelas ao peso falham. Dois cães de massa idêntica podem diferir dez centímetros aos ombros — um whippet e um bulldog são a ilustração clássica — e a caixa que serve a um será recusada para o outro ao balcão. As quatro medidas levam três minutos com uma fita e eliminam toda essa classe de problemas; um peso numa tabela, não.
Interior e exterior são dois números diferentes
Uma caixa vendida como modelo de 36 polegadas tem um comprimento exterior de 36 polegadas e um interior de 32,5 — quase nove centímetros de parede, aro de porta e moldura de ventilação. O teste IATA aplica-se ao interior, porque é o espaço de que o animal dispõe; os limites de porta de porão e palete da companhia aplicam-se ao exterior. Os dois números contam e só um figura na etiqueta da prateleira, daí as duas colunas da tabela.
Isso explica também um buraco nos dados europeus. A Ferplast publica dimensões exteriores para a sua gama Atlas e nenhum número interior, pelo que o teste IATA da ferramenta corre sobre a coluna interior americana e a equivalência Atlas é emparelhada pelo comprimento exterior — uma aproximação por construção, e declarada como tal. As duas gamas entrelaçam-se em vez de encaixar: uma US 200 de 71 cm fica entre o Atlas 30 de 60 e o Atlas 40 de 68, e a mais próxima nem sempre é o tamanho acima.
A caixa é necessária, não suficiente
O dimensionamento é um requisito entre vários, e os outros não se calculam. A caixa deve ser de plástico rígido ou madeira com porta metálica, ventilada em pelo menos três lados para transporte internacional, fechada com parafusos e não com os clipes de plástico que muitas trazem de origem, e provida de espaçadores para que a ventilação não possa ser tapada por carga adjacente. As rodas têm de ser retiradas ou imobilizadas. A maioria das recusas ao balcão é por isto, não pelas dimensões.
E as regras próprias da companhia somam-se às da IATA. As transportadoras fixam os seus máximos de dimensões por tipo de aparelho, recusam à partida certas raças, fecham reservas nos meses quentes e limitam o número de animais por voo. O cálculo dá-te um piso para o tamanho da caixa; a companhia dá-te o teto e as condições, e a única ordem segura é perguntar primeiro e comprar depois.
| Série US | Interior (pol) | Comprimento exterior | Atlas mais próximo |
|---|---|---|---|
| 100 | 18,75 × 13,5 × 14,5 | 53 cm | Atlas 20 — 58 cm |
| 200 | 24,25 × 18,25 × 19,5 | 71 cm | Atlas 40 — 68 cm |
| 300 | 29,5 × 19,75 × 23,5 | 81 cm | Atlas 50 — 81 cm |
| 400 | 32,5 × 22 × 26 | 91 cm | Atlas 60 — 91 cm |
| 500 | 36,25 × 24,75 × 28,8 | 102 cm | Atlas 70 — 101 cm |
| 700 | 44 × 29 × 32,5 | 122 cm | Atlas 80 — 118 cm |
Perguntas frequentes
- Que tamanho de caixa precisa um labrador?
- Mede o teu, mas como ordem de grandeza: A = 90 cm, B = 38, C = 28, D = 62 dão um interior necessário de 109 × 56 × 62 cm, ou seja uma série 700 americana ou um Ferplast Atlas 80. É uma caixa grande — 122 cm de comprimento por fora — e convém verificá-la contra o aparelho antes de reservar, porque vários de corredor único não a levam.
- Podem dois animais viajar numa só caixa?
- Por vezes, e as condições são estreitas. A IATA permite dois animais compatíveis de tamanho próximo num mesmo contentor apenas até um peso determinado e apenas se estiverem habituados um ao outro, com um contentor maior do que o que cada um precisaria sozinho; cachorros e gatinhos têm as suas próprias condições de idade e ninhada. Muitas transportadoras recusam-no simplesmente. A ferramenta dimensiona um animal, porque é o caso para o qual a fórmula foi escrita.
- Uma bolsa mole alguma vez serve para o porão?
- Não. As bolsas moles são só para cabina, onde a restrição é o espaço sob o assento da frente e cada companhia publica o seu próprio máximo. Para o porão o contentor tem de ser rígido, o que dá sentido ao teste de dimensões interiores — uma bolsa mole não tem interior fixo. Se o teu animal couber na cabina, mede a tolerância sob assento da companhia em vez de aplicares esta fórmula.
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Fontes
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