Custo por porção: a divisão é fácil, os dois números são suposições
Publicado a 24/09/2026 · 3 min de leitura · Calculadoras do dia a dia
Marco Bianchi — Redator de Casa, Bricolage e Automóvel na OneKitly
Renovação · Materiais
Verificado a partir de 2 fontes
O cálculo é uma simples divisão — 48 de ingredientes por 6 porções dão 8 por cabeça — e toda a dificuldade está nos dois números que lhe dás. O total não é o talão do supermercado: comprar um pacote de 500 g de manteiga por 6 e usar 80 g põe 0,96 no prato, não 6, e contar a embalagem em vez da porção pode triplicar a resposta numa receita feita de básicos. O número de porções também não é o da receita, porque «para 6» é uma afirmação sobre o apetite, não uma medida — pesa os pratos uma vez e uma casa generosa descobre muitas vezes que dá para 4. Conta a quantidade realmente usada, conta as porções realmente obtidas, e o número torna-se comparável com o preço de comer fora, que é a única razão para o calcular.
48 a dividir por 6 porções dão 8. Nem o 48 nem o 6 costumam estar certos, e os dois erros empurram em sentidos opostos sem se anularem.
A meia garrafa que sobra não é grátis
Cobrar ao prato só o que usou é correto, mas pressupõe em silêncio que o resto será comido. Umas natas compradas para uma receita e deitadas fora quatro dias depois custaram à casa o preço inteiro, e o tratamento honesto é atribuir o pacote todo ao prato que causou a compra sempre que o sobrante não tenha uso previsto. Quem anota o que deita fora costuma surpreender-se: o ingrediente perecível comprado para uma só receita é muitas vezes a rubrica mais cara do mês, e não aparece em nenhum custo por porção.
Os básicos de despensa merecem um valor fixo, não uma pesagem
O sal, o azeite, a farinha e o frasco de especiarias são custos reais e impossíveis de medir por prato. Pesar quatro gramas de colorau para cobrar dois cêntimos estraga uma noite, e fingir que não custam nada subestima cada receita num montante parecido. Um valor fixo — uma soma acrescentada a cada prato, tirada do que custa realmente repor a despensa num mês a dividir pelo número de refeições cozinhadas — é ao mesmo tempo mais rápido e mais exato do que qualquer dos extremos, e impede que a comparação entre duas receitas dependa de qual usou mais do invisível.
| Porções realmente servidas | Custo por porção |
|---|---|
| 4 | 12,00 |
| 6 | 8,00 |
| 8 | 6,00 |
Exemplo calculado com a nossa ferramenta
Calculadora de custo por porção
Dados
- Custo total da receita
- 12,00 €
- Número de porções
- 4
Resultado
- Custo por porção
- 3,00 €
Estes números são produzidos pela calculadora abaixo, não escritos à mão — são recalculados sempre que a ferramenta muda.
Refazer com os teus números →Perguntas frequentes
- Deve incluir-se a energia de cozedura?
- Para as comparações do dia a dia, não — é pequena o bastante para desaparecer no valor fixo da despensa. Deixa de ser desprezável assim que um forno fica ocupado horas: um assado a 180 graus durante três horas consome bastante mais do que uma panela de massa, e numa casa que compara um estufado longo com um salteado rápido a diferença merece ser somada uma vez em vez de ignorada sempre. Tira a potência do aparelho do rótulo, multiplica pelas horas e valoriza-a à tarifa que pagas.
- Como comparo isto com um restaurante?
- Compara o custo dos ingredientes com o preço da ementa e a diferença parece enorme, porque o preço da ementa também compra a cozinha, o pessoal, a renda, a loiça e o risco de uma sala vazia numa terça. Uma comparação mais justa acrescenta o teu próprio tempo, valorizado como entenderes: uma hora de cozinhar e arrumar para quatro pessoas dá quinze minutos cada uma, e uma vez posto preço a isso as duas opções ficam mais perto do que os números brutos sugerem — melhor razão para cozinhar do que fingir que o trabalho era grátis.
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Fontes
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