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Doze por cento de retorno sobre o capital investido, e seis por cento para o mesmo prédio

Publicado a 30/09/2026 · 3 min de leitura · Calculadoras imobiliárias

Camille Laurent

Camille Laurent — Redatora de Finanças na OneKitly

Fiscalidade · Finanças pessoais

Verificado a partir de 2 fontes

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Em resumo

O retorno sobre o capital investido é o fluxo de caixa antes de impostos do ano a dividir pelo dinheiro realmente aportado: 6.000 ÷ 50.000 = 12 %. Por trás desses números está um imóvel de 250.000 que produz 15.000 de rendimento operacional líquido, comprado com 50.000 de entrada e um empréstimo cujo serviço custa 9.000 por ano — daí os 6.000 que ficam na conta e, de passagem, uma cobertura do serviço da dívida de 1,67. Compra o mesmo prédio a pronto e os 15.000 ficam inteiros, mas medem-se contra 250.000: 6 %. O prédio é idêntico nas duas linhas. O rácio duplicou porque o denominador encolheu, e os 200.000 emprestados que o encolheram não aparecem em lado nenhum do cálculo — nem como risco, nem como reembolso a manter, nem como taxa que um dia será revista.

6.000 de fluxo anual sobre 50.000 investidos dão 12 %. O mesmo imóvel comprado a pronto rende 6 % sobre 250.000 — a duplicação é o crédito, e não está no rácio.

O que o rácio deixa de fora, nos dois sentidos

Parte dos 9.000 pagos todos os anos ao banco é capital, e essa parte não se perde: converte dívida em capitais próprios e aqui é invisível, pelo que o retorno total do comprador alavancado fica subestimado. Em sentido contrário, o rácio ignora a caldeira, o telhado e a instalação elétrica, que chegam em blocos de poucos em poucos anos e podem consumir sozinhos o fluxo de um ano inteiro; ignora os impostos, que não são os mesmos para uma sociedade e para um particular; e ignora se o imóvel vale mais ou menos do que custou. O retorno sobre o capital investido mede bem uma coisa concreta — quanto trabalha a tesouraria deste ano — e substitui mal uma rendibilidade.

Conta cada euro que saiu da conta na compra

O denominador é o capital investido, e é quase sempre maior do que a entrada. Impostos de transmissão e honorários notariais ou jurídicos, a avaliação, a comissão de abertura do empréstimo, as obras feitas antes de o primeiro inquilino entrar e os meses de custos de detenção antes da primeira renda fazem todos parte dele. Sobre 50.000 de entrada esses extras acrescentam facilmente dez ou quinze mil, o que leva um retorno de 12 % para perto de 9 %. Quem compara dois negócios devia perguntar o que entrou no denominador antes de comparar as percentagens, porque o número mais otimista é em geral o que contou apenas a entrada.

Imóvel de 250.000, 15.000 de rendimento operacional líquido
CompraCapital investidoFluxo de caixaRetorno
Com empréstimo50.0006.00012 %
A pronto250.00015.0006 %

Exemplo calculado com a nossa ferramenta

Calculadora de retorno cash-on-cash

Dados

Fluxo de caixa anual antes de impostos
5400,00 €
Capital total investido
25 000,00 €

Resultado

Retorno cash-on-cash
21,6%

Estes números são produzidos pela calculadora abaixo, não escritos à mão — são recalculados sempre que a ferramenta muda.

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Perguntas frequentes

Em que difere da taxa de capitalização?
A taxa de capitalização divide o rendimento operacional líquido pelo valor do imóvel — aqui 15.000 ÷ 250.000 = 6 % — e ignora deliberadamente como a compra foi financiada, o que a torna útil para comparar prédios. O retorno sobre o capital investido divide a tesouraria que sobra depois do empréstimo pela tesouraria aportada, o que o torna útil para comparar o que o dinheiro próprio do investidor está a fazer. Os dois respondem a perguntas diferentes e coincidem apenas para um comprador que nada pediu emprestado, que é exatamente a segunda linha da tabela acima.
Deve tomar-se o fluxo do primeiro ano ou uma média?
O primeiro ano é o que o rácio comunica por convenção, e é o menos representativo — a renda é nova, nada partiu ainda e a provisão para desocupação é uma hipótese. Uma média de vários anos, com uma reserva de manutenção e uma desocupação realista lá dentro, dá um número mais baixo e bem mais útil. Cita o primeiro ano se o costume o exigir, mas decide pela média, e desconfia de qualquer anúncio onde as duas não sejam mostradas.

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ExplicaçãoUm DSCR de 1,25 é o colchão do credor, não o teu150.000 de rendimento operacional líquido contra 120.000 de serviço da dívida dão uma cobertura de 1,25 — o limiar habitual. Significa também que uma queda de 20 % nos rendimentos apaga a cobertura por inteiro.GuiaMobilado ou sem mobília em França: a diferença real depois do impostoMobilar um apartamento passa-o de um código fiscal para outro: apaga-se 50 % da renda em vez de 30 %, e no regime real o senhorio pode amortizar o edificado. Desde 15 de fevereiro de 2025 essa amortização é recuperada na venda, o que muda todo o cálculo.ComparaçãoArrendar ou comprar casa: o que compensa?Arrendar ou comprar, comparado com honestidade: o ponto de equilíbrio, o custo de oportunidade da entrada, e quando cada opção ganha.TutorialComo calcular a rentabilidade do arrendamento (bruta e líquida)Como calcular a rentabilidade do arrendamento: a fórmula bruta (renda anual ÷ preço), a líquida após custos, e o que é uma boa rentabilidade.ExplicaçãoO que é a taxa de capitalização e o que conta como boaA taxa de capitalização é o resultado líquido de exploração dividido pelo preço — um rendimento que ignora deliberadamente o seu crédito. Eis como a calcular e porque uma taxa alta é tantas vezes um aviso como uma pechincha.ExplicaçãoPorque o prazo de recuperação mente quando os fluxos são irregularesDeita fora tudo o que vem depois do corte, ignora o valor temporal do dinheiro e coloca um projeto que devolve cedo e depois morre à frente de um que devolve de forma constante. Calculado: o prazo de recuperação prefere o pior projeto por 1,33 anos enquanto o valor atual líquido prefere o melhor por 19 571 €. E o atalho popular — um a dividir pelo prazo — sobrestima o retorno real em 17 pontos num ativo de cinco anos.

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Fontes

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