Finanças pessoais e fiscalidade, imobiliário, contas de empresa e indicadores de marketing
Camille passa mais de uma década a transformar dúvidas de dinheiro em guias claros — orçamentos domésticos e impostos primeiro, depois os números de que vivem uma empresa, um senhorio ou uma equipa de marketing: covenants e rácios de cobertura, rentabilidades de arrendamento e emolumentos, custo de aquisição e valor ao longo da vida. Cada número dos seus artigos remete para o instrumento que o fixa, com o ano aplicável.
Especialidades
Fiscalidade
Finanças pessoais
Imobiliário
Contabilidade de empresa
Marketing
Percurso
—Escreve desde 2015
—280 guias publicados no OneKitly
—dos quais 117 em finanças
—1067 fontes citadas
—de 336 editores distintos
—Publica na OneKitly desde 1 de maio de 2025
Como Camille trabalha
Nos temas fiscais e financeiros, Camille parte de fontes institucionais e dos próprios diplomas legais, não de resumos em segunda mão. Os montantes, limiares e taxas são datados para indicar claramente a que período se aplicam, e um número que muda todos os anos fica ligado ao ano correspondente em vez de ficar sem referência.
Artigos de Camille Laurent
Os essenciais
Ordenados pelo número de páginas do site que remetem para eles, não por tráfego.
8.000 € de salários sobre 25.000 € de faturação são 32 %. Junta 1.800 € de contribuições da entidade patronal e a mesma semana marca 39,2 % — sete pontos de diferença sem mudar de equipa.
Sobre 52.000 € por ano, um pagamento de quinze em quinze dias é de 2.000 € e um duas vezes por mês de 2.166,67 €. O segundo parece 8,33 % melhor e paga exatamente o mesmo — porque há 26 dos primeiros e 24 dos segundos.
Uma carrinha de 24.000 € com 4.000 € de valor residual a cinco anos são 4.000 € de gasto anual e nem um euro pago. Põe o residual a zero e o encargo passa a 4.800 €.
500.000 € de tesouraria de exploração sobre 2 M€ de vendas são 25 % de margem de caixa contra 15 % de margem líquida — dez pontos de folga. A mesma empresa com 100.000 € marca 5 % contra 15 %, e esses são dez pontos de aviso.
Oito pontos de rendibilidade excedentária sobre um beta de 1,2 dão 6,67. Muda o beta para 0,6 e a mesma carteira marca 13,33 — o número mexe-se inteiramente sobre uma estimativa.
5 milhões de resultado operacional sobre 20 milhões de capital empregue dão 25 % de rendibilidade. Face a um custo de capital de 8 % o diferencial é de 17 pontos; a 6 % de rendibilidade seria de −2, e cada euro investido a mais destruiria valor.
500.000 de passivos contra 1.200.000 de ativos dão 41,7 % de dívida, 58,3 % de capitais próprios e um rácio dívida-capitais de 0,71. O terceiro dispara para o infinito quando os capitais próprios se desvanecem; o primeiro não pode passar dos 100 %.
60.000 de resultado operacional sobre 200.000 de volume de negócios dão 30 %. Fica entre uma margem bruta que depende da política contabilística e uma margem líquida que depende da dívida e dos impostos.
200.000 de volume de negócios menos 120.000 de custo das vendas dão 80.000 de lucro bruto e 40 % de margem. Tudo o que a empresa gasta depois sai desses 80.000 — e de mais lado nenhum.
50.000 de resultado líquido sobre 200.000 de volume de negócios dão 25 %. Duas empresas idênticas podem mostrar 22,5 % e 15 % sobre as mesmas operações, com toda a diferença a vir do seu financiamento.
Um preço de 120 com 20 % de imposto incluído tem uma base de 100, não de 96. Subtrair 20 % do total é o erro de faturação mais comum, e erra sempre no mesmo sentido.
Comprar a 100 e vender a 130 é 30 % de lucro medido sobre o custo. Medido sobre a venda é 23,08 % — a mesma operação, e uma diferença de quase um quarto do número.
150.000 de rendimento operacional líquido contra 120.000 de serviço da dívida dão uma cobertura de 1,25 — o limiar habitual. Significa também que uma queda de 20 % nos rendimentos apaga a cobertura por inteiro.
500.000 de EBIT contra 50.000 de juros dão uma cobertura de 10×. Refinancia a uma taxa 3,6 vezes maior e a mesma empresa cobre 2,78× — e nenhum dos dois números olhou para o capital.
6.000 de fluxo anual sobre 50.000 investidos dão 12 %. O mesmo imóvel comprado a pronto rende 6 % sobre 250.000 — a duplicação é o crédito, e não está no rácio.
50.000 de resultado líquido sobre 250.000 de capitais próprios dão 20 % de rendibilidade. O mesmo lucro sobre 500.000 de capitais próprios dá 10 % — os dez pontos de diferença vêm da dívida, não do negócio.
10.000 a crescer 7 % ao ano tornam-se 19.671,51 ao fim de dez anos — uma subida de 96,7 %. A regra dos 72 previa 10,3 anos para duplicar, e acertou com quatro meses de margem.
Fabricar por 12, vender por grosso com 40 % de margem e deixar 55 % ao retalhista põe o artigo na prateleira a 44,44 — 3,7 vezes o seu custo, com duas margens de aparência razoável.
180.000 por receber sobre 1.200.000 de vendas anuais são 54,75 dias de cobrança e 6,67 rotações por ano. Com prazos a trinta dias, essa diferença financia de graça um quarto de milhão.
Um ativo corrente de 150.000 menos um passivo corrente de 100.000 dá um fundo de maneio de 50.000 e um rácio de 1,5. Se isso é confortável depende do que compõe os 150.000.
Stock inicial 40 000, compras 120 000, stock final 35 000 — o custo das vendas é 125 000, e ultrapassa as compras porque a prateleira entregou 5 000 do que já lá estava.